sábado, 16 de outubro de 2010

O que é missão integral?

A missão integral está relacionada com a expressão e vivência da fé em Jesus Cristo por parte da igreja, de uma forma não dividida e em todos os aspectos da vida.
A Declaração da Rede Miquéias diz o seguinte sobre Missão Integral: “Não é somente uma questão de que o evangelismo e o envolvimento social devam ser feitos de acompanhamentos. Ao invés disso, na missão integral a nossa proclamação tem consequências sociais ao motivarmos as pessoas a amarem e se arrependerem em todas as áreas da vida. O nosso envolvimento social tem consequências evangelísticas ao testemunharmos a graça transformadora de Jesus Cristo. Se ignorarmos o mundo está traindo a Palavra de Deus que nos envia para servir o mundo. Se ignorarmos a Palavra de Deus, não teremos nada para levar ao mundo. A justiça e a justificação pela fé, o louvor e as ações políticas, a transformação no âmbito espiritual, material e pessoal, e as mudanças estruturais devem caminhar juntas. Assim como vimos na vida de Jesus, o ser e o fazer estão no âmago da nossa tarefa integral.”.
A igreja que se compromete com a missão integral entende que seu propósito não é chegar a ser grande, rica ou politicamente influente, mas sim encarnar os valores do reino de Deus e manifestar o amor e a justiça, tanto em âmbito pessoal como em âmbito comunitário.
Essa frase explica a missão integral: “Corpo sem alma é defunto; alma sem corpo é fantasma”.
A ação missiológica e pastoral da Igreja afeta a pessoa humana em todas as suas dimensões: biológica, psicológica, espiritual e social pessoa inteira em seu contexto, “o homem e suas circunstâncias”.
Se não for no todo não faz sentido fazer missão.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Exortação sobre o amor (1º coríntios 13.1-13)

1º – Tradução
Almeida revista e corrigida

 
1 – (E eu vos mostrarei um caminho ainda mais excelente ¹². ³¹) Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos e não tivesse caridade, (ou amor) seria como o metal que soa ou como o sino que tine.

2 - E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse caridade, nada seria.

3 - E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse caridade, nada disso me aproveitaria.

4 - A caridade é sofredora, é benigna; a caridade não é invejosa; a caridade não trata com leviandade, não se ensoberbece,

5 - não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;

6 - não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;

7 - tudo sofre tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

8 - A caridade nunca falha; mas, havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá;

9 - porque, em parte, conhecemos e, em parte, profetizamos.

10 - Mas, quando vier o que é perfeito, então, o que o é em parte será aniquilado.

11 - Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.

12 - Porque, agora, vemos por espelho em enigma; mas, então, veremos face a face; agora, conheço em parte, mas, então, conhecerei como também sou conhecido.


13 - Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e a caridade, estas três; mas a maior destas é a caridade.(AMOR)


Procuramos realizar uma exegese dos versículos supracitados, entendendo que o capitulo 13 começa com a parte B do capitulo 12.31(e eu vos mostrarei um caminho ainda mais excelente). Neste trabalho, iremos abordar, sobre a caridade, o seu significado, a sua importância na teologia paulina.

Paulo por várias vezes em suas cartas fala sobre o Amor, mencionando também a fé e a esperança más, em 1º Coríntios 13.13 ele nos diz que o Amor é maior do que todos os dons, mas porque o Amor é maior?

Buscaremos responder a essa pergunta analisando-a, importância dos dons, apresentado por Paulo no versículo 13.13 de 1º Coríntios, através de uma visão paulina.



2º- Introdução


A carta é direcionada aos coríntios, no intuito de identificar problemas, oferecendo soluções. O capitulo 13 de coríntios que é nossa exegese, a perícope se encontra no capitulo 12.31 parte B ao 13.1-13 trata-se de problemas relacionados a dons Espirituais, destacando-se que o dom mais precioso é o amor.
3º- Datação

Data, Local e Autoria


A data atribuída a essa carta é o ano de 55 d.c ; Paulo escreveu essa carta á igreja de Corinto enquanto visitava Éfeso, durante sua terceira viagem missionária (AT 19.1). Corinto e Éfeso ficavam uma de frente à outra, separadas pelo mar Egeu. Enquanto estava em Éfeso, ouviu falar a respeito dos problemas da igreja de Corinto (Co 1.11). Naquele mesmo tempo, uma delegação da igreja visitou Paulo a fim de pedir-lhe conselhos para solução de conflitos, que os dons estavam causando e os capítulos 12 - 13 eis a resposta.



4º– Forma

A estruturação de toda a carta.

Coríntios

1:1-31 Problemas em Corinto

2:1-16 Revelação pelo Espírito

3:1-23 Cristãos Carnais

4:1 - 5:13 A Posição de Paulo

6:1 - 7:40 Moralidade Cristã

8:1 - 9:23 Carnes dos Ídolos: Ame a Teu Irmão

9:24 - 11:1 Carnes dos Ídolos: Amem a Deus

11:2-34 - Relembrando as Tradições

12:1 - 13:13 Dons Espirituais (1)

14:1-40 Dons Espirituais (2)

15:1-58 A Ressurreição

16:1-24 - Instruções Finais



Ressaltando a macroestrutura 12.1 aos 13.13 que fala sobre os Dons Espirituais.


Agora com certo critério analisaremos o texto em questão, que é 1° coríntios 13.1-13, a perícope se divide em três partes.



Microestrutura:



V 1-3............................................................... Superioridade do amor

V 4-7............................................................... Obras do amor

V 8-13.............................................................. Caráter do amor



5º – Conteúdo


Paulo destaca o amor como o maior fruto e o maior dom, ao lado da esperança e da fé (I Co 13.13). Pois fé, esperança e amor são dons, veiculado pela expectativa da comunhão em Cristo pelo Espírito. Sendo assim, essa construção do amor entre fé e esperança ajuda a concepção paulina para estabelecer conceitos, diretrizes e medidas pastorais a favor das comunidades primitivas. O maior sinal da presença do Espírito Santo e sua maior manifestação é o amor. Em I Coríntios 12.31 o apóstolo exorta a Igreja a aspirar aos melhores dons. Usa uma palavra que significa "desejar ardentemente, aspirar". Em I Coríntios 14.1 exorta os coríntios para que procurem os melhores dons e usa a mesma palavra de 12.31. Mas quando se refere ao amor usa outra palavra que tem o sentido de "perseguir, buscar, esforçar-se, correr atrás", indicando uma ação que é persistente e não termina nunca. Quando se refere ao amor Paulo é mais enfático. Em outras palavras o apóstolo está dizendo o seguinte: "desejem os melhores dons, mas persigam com insistência o amor". Ele diz que sem o amor os talentos, as capacidades naturais e sobrenaturais, não são nada (I Co 13.1-3).
Essa importância central do amor na pregação de Paulo sobre a nova vida pode ser mostrada de várias maneiras. Assim como fé pode ser chamada de modo de existência da nova vida, o mesmo é valido para o amor. Estar "radicado em Cristo" também pode ser descrito como estar "arraigado em amor" (cf. Cl 2.7 e Ef 3.17). "Ser nova criatura" também pode ser expresso como "fé que atua pelo amor" (cf. Gl 6.15 e 5.6).
O amor é mencionado junto com a fé e a esperança como o verdadeiro cerne e conteúdo da vida cristã (1Co 13.13; 1Ts 1.3; Cl 1.4; Gl 5.5; 1Tm 6.11; 2 Tm 3.10; Tt 2.2). O amor é o primeiro fruto do Espírito (Gl 5.22; Rm 15.30; Cl 1.8). O amor, portanto, explica o que significa estar em Cristo, estar no Espírito, estar na fé. Nele realiza-se a liberdade do pecado, para a qual os crentes foram chamados em Cristo (Gl 6.2).
Esse amor deriva sua importância central do fato de que ele é o reflexo do amor de Deus em Jesus Cristo. Em segundo lugar esse amor constitui o elemento vital para a igreja. Consequentemente, a aplicação do mandamento do amor tem em Paulo o efeito claro de estimular a igreja uma forte consciência de responsabilidade mútua, de juntos formaram uma unidade, e assim, colocarem o amor a serviço da edificação de igreja. Essa estrutura de ideia paulina de amor pode ser demonstrada tanto positiva como negativamente de varias maneiras.
Em 1 Coríntios 12, Paulo deriva seu argumento da unidade do corpo; assim como os membros, cada um por sua parte e em seu devido lugar forma, em conjunto, um corpo, assim também os crentes com seus vários dons e talentos formam a unidade do corpo de Cristo; eles também devem ter consciência dessa comunhão mútua e agir de acordo com ela. Contudo, ao chegar nesse ponto da admoestação, ele aponta para além desses dons e mostra um caminho que é ainda mais excelente, isto é, o caminho do amor (1Co 13).
Comparado com esse amor, nem o mais excelente dos dons tem qualquer valor. Nem o de falar em línguas, nem o conhecimento dos mistérios, nem a fé para fazer milagres ou para entregar todos os bens e a si mesmo. Sem amor, mesmo aquele que possui todos esses dons teria de dizer a respeito de si mesmo:

... Sou como o bronze que são ou como címbalo que retine.

... Nada sou.

... Nada disso me aproveita.

Isso é muito importante em Corinto, pelo fato que eles estavam individuais mente se enchendo de orgulho e se esquecendo de praticar a caridade.
Justamente pelo fato da caridade, assim como a fé e a esperança, ser o modo de existência da Igreja cristã, ele deve revelar-se no vinculo dos irmãos, no colocar-se a serviço dessa edificação; desse modo, o amor cristão não é individualista, arrogantemente separatista, mas sim acima de tudo, preocupa-se com o corpo e não com o individuo. Por esse motivo, não ter amor significa não ter coisa alguma, independentemente do dom brilhante que se tenha recebido. Porquanto, sem amor não há comunhão com o corpo, no qual, exclusivamente, pode-se encontrar a participação em Cristo.

Por fim, é válido para a caridade que, em sua distinção dos dons, ele jamais acaba. Porquanto, não é nos dons que a igreja esta arraigada e alicerçada, mas sim no amor. Os dons não constituem o elemento vital do corpo de Cristo, o poder que cria união dentro dele, mas sim a caridade. No entanto, os dons desaparecerão e cessarão (VS 8-10). Mas isso não se aplica no amor. Juntamente com a fé e a esperança, ele tem significado permanente, na verdade a caridade é o maior desses três. Portanto, a caridade consiste não apenas na relação com a salvação do Senhor (como a fé e a esperança), mas Nele, a salvação já se realizou como recriação da vida humana dentro da comunhão do corpo de Cristo. Por esse motivo, a caridade, apesar de não ser possível sem a fé e a esperança, ainda assim é o maior.

Conclusão

O maior dom de cristo para sua igreja é a caridade (Amor), porque esse dom só pode ser exercido no coletivo, em favor do outro.
Em cada expressão de amor revelamos Cristo!
Deus é Amor.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Um texto cuneiformes
Por que Belsazar prometeu o terceiro e não o segundo lugar no reino a quem decifrasse a escrita enigmática na parede do seu palácio?
Daniel 5 v 7

Estas palavras da Bíblia eram incompreensíveis e só foram esclarecidas com o auxílio da arqueologia. (Werner Keller).
Hoje se sabe com certeza quem era Belsazar, pelos textos cuneiformes do seu próprio Pai. Ele não era como diz o livro de Daniel (5v2), filho de Nabucodonosor, e sim, de Nabonido, que diz numa inscrição: “E no coração de Belsazar, meu filho primogênito, rebento das minhas entranhas pecado e para que tenha o suficiente da plenitude da vida”.

V 2 “Pai” aqui é usado como ancestral ou antecessor, e não do pai, no sentido natural.

A escrita cuneiforme é a forma mais temporã conhecida de expressão escrita da que se encontraram restos arqueológicos. Criada pelos sumérios a finais do quarto milénio A.C., a escrita cuneiforme surgiu como um sistema de pictogramas. Com o tempo, as representações pictóricas (pinturas) e fizeram-se mais abstratas, dando lugar ao que se conhece como escrita cuneiforme.

Imagem Pictórica

Por aqui se torna evidente que Belsazar era príncipe herdeiro, portanto o segundo homem da Babilônia. Ele só podia, pois oferecer o terceiro posto.
Esse tipo de dificuldade é encontrado em outras partes da Bíblia. O termo “filho” é algumas vezes usado, em virtude de um hebraísmo (na verdade comum a quase todas as línguas), pela palavra descendente. EX: II Samuel 9.6 e 19.24. (Joseph Angus). Os sacerdotes são chamados os filhos de Levi. Mefibosete é chamado o filho de Saul, embora fosse ele o filho de Jônatas.

sábado, 9 de outubro de 2010

A justificação é pela fé ou pelas obras?

Paulo, na epistola aos Romanos (3.28) diz; “O homem é justificado pela fé sem as obras da lei”.
Tiago escreveu na sua epistola (2.24) “vedes então que o homem é justificado pelas obras e não pela fé somente”.
A contradição parece insuperável e há muitos que dizem ser impossível uma reconciliação. Até Lutero, o grande reformador, teve por insolúvel essa contradição e, por conseguinte rejeitou a epistola de Tiago, chamando-a de “Epistola de palha”.
Em sua opinião ela era extremamente legalista e “apócrifa” (Feminino singular de apócrifo, que não se reconhece ou não foi provada a autoria). Para ele o que a epistola de Tiago diz sobre fé e obra é interpretada como indicação que a epistola não é nem canônica.
Diante do exposto havemos de fazer a seguinte pergunta: Qual dos dois está certo; Paulo ou Tiago?
A fim de desfazer essa contradição que, na verdade é só na aparência, apresentaremos algumas opiniões que julgamos ser satisfatórias. Paulo refere-se à justificação segundo a vista de Deus; Tiago, segundo a vista dos homens.
Paulo refere-se à fé que justifica o pecado perante Deus. E esta justificação em hipótese alguma é operada pelas obras da lei, senão somente pela fé. EX: (Romanos 1.17; 3.20-28; 4.1-3; 5.1).
Mais, ao passo que Tiago fala de uma fé operante que trás resultados e que do testemunho da salvação perante os homens, sem nenhuma relação da justificação do pecador perante Deus.
Tiago contestava a posição dos ricos, que viviam indiferentes para com os que estavam passando necessidades e satisfeitos com sua própria espiritualidade. E são nesse contexto que ele faz as suas afirmações: (Tiago 14.24 = “Meus irmãos, qual é o proveito, se alguém disser que tem fé, mas não tiver obras? Pode, acaso, semelhante fé salva-lo? (...) Vedes então                                         que o homem é justificado pelas obras e não pela fé somente”.
Para Paulo a fé significa a confiança implícita, e “obras” são a tentativa do homem de obter favor com deus mediante seus próprios méritos.
Paulo baseia seu argumento em (Gêneses 15.6) onde Abraão crê nas promessas de Deus e é declarado justo.
Tiago ilustra sua lição com a historia do sacrifício de Isaque em (Gêneses 22.14).
Então quem está certo Paulo ou Tiago?
Note que, tanto Paulo quanto Tiago estão certos; pois “estão lutando em frentes de batalhas diferentes”.
Paulo esta atacando o legalismo da justificação e Tiago, a indiferença dos que pensam ter justiça própria”.



sábado, 2 de outubro de 2010

Porque o mês de fevereiro tem 28 dias?

No ano 45 a.c, o Imperador romano Júlio César reformou o calendário (apoiado em estudos do astrônomo egípcio Sosígenes). A divisão dos meses ficou assim: uns com trinta e um dias e outros com trinta e fevereiro com vinte e nove dias nos anos normais.
No antigo calendário havia o mês Quintilis.( Quintilis era o quinto mês do Calendário Romano que começava em Março. Posteriormente, com início do ano sendo mudado de Março para Janeiro, Quintilis tornou-se o sétimo mês do calendário. Em 44 a.C., o Senado Romano decidiu homenagear o imperador assassinado Júlio César mudando seu nome para Julius). Júlio César mudou-lhe o nome, e batizou com o seu: Julho (de Júlio).
O sucessor de César foi Augusto, que também, quis imortalizar-se, entrando na glória de “ser” um dos meses. Cancelou a designação sixtilis – (Sextilis era o oitavo mês no calendário Juliano em Roma, o calendário usado atualmente na maior parte dos países do ocidente. Hoje o chamamos de Agosto) do mesmo modo que César elimina Quintilis – e se instalou com o próprio nome: Agosto (de Augusto).
Mas Julho tinha trinta e um dias e agosto teria somente... trinta. Isso não ficaria bem a um grande rei. Ora, porque Júlio César (julho) com trinta e um dias e Augusto (agosto) com trinta? A operação foi rápida: o coitado do fevereiro só tinha 29 dias.
 Antes do Imperador Júlio Cesar, o mês de fevereiro tinha 29 dias, 30 quando bissexto, e não tínhamos os meses de JULHO e AGOSTO.
Nosso calendário é o gregoriano, que é baseado na translação, (fenômeno que consiste na volta completa da Terra em torno do Sol), que tem duração de 365 dias solares, 5 horas, 49 minutos e 12 segundos, o equivalente há 365,,,,,,,2425 dias solares.
Note que há uma sobra de quase 6 horas, a fim de ajustar o calendário, o dia 29 de fevereiro é somente de 4 em 4 anos (6x4=24 horas, igual há um dia).
Assim se criou o ano bissexto, aquele com 366 dias, um dia a mais do que os anos normais de 365 dias, como já mencionado, isto é feito com o objetivo de manter o calendário anual ajustado com a translação da Terra e com os eventos sazonais relacionados às estações do ano.
O próximo ano bissexto será 2012.