sábado, 9 de outubro de 2010

A justificação é pela fé ou pelas obras?

Paulo, na epistola aos Romanos (3.28) diz; “O homem é justificado pela fé sem as obras da lei”.
Tiago escreveu na sua epistola (2.24) “vedes então que o homem é justificado pelas obras e não pela fé somente”.
A contradição parece insuperável e há muitos que dizem ser impossível uma reconciliação. Até Lutero, o grande reformador, teve por insolúvel essa contradição e, por conseguinte rejeitou a epistola de Tiago, chamando-a de “Epistola de palha”.
Em sua opinião ela era extremamente legalista e “apócrifa” (Feminino singular de apócrifo, que não se reconhece ou não foi provada a autoria). Para ele o que a epistola de Tiago diz sobre fé e obra é interpretada como indicação que a epistola não é nem canônica.
Diante do exposto havemos de fazer a seguinte pergunta: Qual dos dois está certo; Paulo ou Tiago?
A fim de desfazer essa contradição que, na verdade é só na aparência, apresentaremos algumas opiniões que julgamos ser satisfatórias. Paulo refere-se à justificação segundo a vista de Deus; Tiago, segundo a vista dos homens.
Paulo refere-se à fé que justifica o pecado perante Deus. E esta justificação em hipótese alguma é operada pelas obras da lei, senão somente pela fé. EX: (Romanos 1.17; 3.20-28; 4.1-3; 5.1).
Mais, ao passo que Tiago fala de uma fé operante que trás resultados e que do testemunho da salvação perante os homens, sem nenhuma relação da justificação do pecador perante Deus.
Tiago contestava a posição dos ricos, que viviam indiferentes para com os que estavam passando necessidades e satisfeitos com sua própria espiritualidade. E são nesse contexto que ele faz as suas afirmações: (Tiago 14.24 = “Meus irmãos, qual é o proveito, se alguém disser que tem fé, mas não tiver obras? Pode, acaso, semelhante fé salva-lo? (...) Vedes então                                         que o homem é justificado pelas obras e não pela fé somente”.
Para Paulo a fé significa a confiança implícita, e “obras” são a tentativa do homem de obter favor com deus mediante seus próprios méritos.
Paulo baseia seu argumento em (Gêneses 15.6) onde Abraão crê nas promessas de Deus e é declarado justo.
Tiago ilustra sua lição com a historia do sacrifício de Isaque em (Gêneses 22.14).
Então quem está certo Paulo ou Tiago?
Note que, tanto Paulo quanto Tiago estão certos; pois “estão lutando em frentes de batalhas diferentes”.
Paulo esta atacando o legalismo da justificação e Tiago, a indiferença dos que pensam ter justiça própria”.



sábado, 2 de outubro de 2010

Porque o mês de fevereiro tem 28 dias?

No ano 45 a.c, o Imperador romano Júlio César reformou o calendário (apoiado em estudos do astrônomo egípcio Sosígenes). A divisão dos meses ficou assim: uns com trinta e um dias e outros com trinta e fevereiro com vinte e nove dias nos anos normais.
No antigo calendário havia o mês Quintilis.( Quintilis era o quinto mês do Calendário Romano que começava em Março. Posteriormente, com início do ano sendo mudado de Março para Janeiro, Quintilis tornou-se o sétimo mês do calendário. Em 44 a.C., o Senado Romano decidiu homenagear o imperador assassinado Júlio César mudando seu nome para Julius). Júlio César mudou-lhe o nome, e batizou com o seu: Julho (de Júlio).
O sucessor de César foi Augusto, que também, quis imortalizar-se, entrando na glória de “ser” um dos meses. Cancelou a designação sixtilis – (Sextilis era o oitavo mês no calendário Juliano em Roma, o calendário usado atualmente na maior parte dos países do ocidente. Hoje o chamamos de Agosto) do mesmo modo que César elimina Quintilis – e se instalou com o próprio nome: Agosto (de Augusto).
Mas Julho tinha trinta e um dias e agosto teria somente... trinta. Isso não ficaria bem a um grande rei. Ora, porque Júlio César (julho) com trinta e um dias e Augusto (agosto) com trinta? A operação foi rápida: o coitado do fevereiro só tinha 29 dias.
 Antes do Imperador Júlio Cesar, o mês de fevereiro tinha 29 dias, 30 quando bissexto, e não tínhamos os meses de JULHO e AGOSTO.
Nosso calendário é o gregoriano, que é baseado na translação, (fenômeno que consiste na volta completa da Terra em torno do Sol), que tem duração de 365 dias solares, 5 horas, 49 minutos e 12 segundos, o equivalente há 365,,,,,,,2425 dias solares.
Note que há uma sobra de quase 6 horas, a fim de ajustar o calendário, o dia 29 de fevereiro é somente de 4 em 4 anos (6x4=24 horas, igual há um dia).
Assim se criou o ano bissexto, aquele com 366 dias, um dia a mais do que os anos normais de 365 dias, como já mencionado, isto é feito com o objetivo de manter o calendário anual ajustado com a translação da Terra e com os eventos sazonais relacionados às estações do ano.
O próximo ano bissexto será 2012.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Curiosidades Bíblicas – Parte II

1. Quais os livros da Bíblia que tem apenas 1 capítulo?
R: Obadias, Filemom, II João, III João e Judas.

2. Quais os livros da Bíblia que terminam com um ponto de interrogação?
R: Lamentações, Jonas e Naum

3. Quantos capítulos e quantos versículos a Bíblia possui?
R: 1.189 capítulos e 31.102 versículos.

 4. Quem eram rei e sacerdote ao mesmo tempo?
R: Melquisedeque. Gênesis 14:18.

5. Onde lemos na Bíblia de camelos se ajoelhando?
R: Gênesis 24:11.

sábado, 25 de setembro de 2010

Como fazer um esboço!!!

Existem outras formas de esboço, mas te apresento uma espero que seja útil.
A estrutura do esboço é a mesma da pregação. O esboço será então um roteiro para o pregador não se perder durante a pregação, ou mesmo para não se esquecer dos pontos mais importantes da mensagem. Em outras palavras, é um mapa com alguns pontos de referência.

Em resumo, o esboço PODERÁ ter:

1- Tema da mensagem

2- Textos base

3- Introdução

4- Tópico 1

5- Tópico 2

6- Tópico 3

- Ilustração (?) ou não.

7- Conclusão

Vamos analisar cada parte.

Tema da mensagem - É o titulo do assunto a ser tratado, ou o nome da mensagem. Em alguns casos a gente fala o titulo na hora da pregação, outras vezes não é necessário. Mas, no esboço a gente coloca.
 Texto base: Toda pregação precisa ter um texto bíblico como base. Este é o fundamento que vai dar autoridade a toda a mensagem. Normalmente, o texto é pequeno: 1 versículo ou 2, ou 3. Raramente se deve utilizar um capitulo todo. Só quando o capitulo estiver todo relacionado ao mesmo assunto.

Introdução: É o início da pregação. Existem inúmeras maneiras de se começar uma pregação. Por exemplo: “Nesta noite, eu gostaria de compartilhar com os irmãos a respeito do assunto tal, ou”. Para muitas pessoas, a primeira frase é a mais difícil. Apesar de muitas alternativas, o ideal é que a introdução seja algo que prenda logo.
Tópicos - Os tópicos são as divisões lógicas do assunto, ou a divisão mais lógica possível. Por exemplo, se o titulo da minha mensagem for "O Maior Problema da Humanidade", eu poderia ter os seguintes tópicos: 1- a corrupção da humanidade; 2 - as consequências do pecado; 3 - a solução divina para o homem. A divisão em três tópicos é aconselhável por ser um numero pequeno, de modo que o povo tenha facilidade de acompanhar o raciocínio do pregador, sem perder o fio da meada. Podemos ate mudar esse numero, mas o resultado pode ser uma mensagem complexa. Os tópicos devem ser organizados numa ordem que demonstre o desenvolvimento natural do tema, de modo que os ouvintes vão sendo levados a compreender gradualmente o assunto até a conclusão.

Em algumas mensagens, os tópicos podem ser argumentos a favor de uma ideia que se quer defender com o sermão. Será bom se eles estiverem organizados de maneira que os mais interessantes ou mais importantes sejam deixados por ultimo, de modo que, a mensagem vai se tornando cada vez mais significativa, mais consistente e mais interessante a cada momento ate chegar à conclusão. Se você usar seu melhor argumento logo no inicio, sua mensagem ficara fraca no final.

Ilustrações - Ilustrações são ditadas, provérbios (não necessariamente os de Salomão) ou pequenas histórias que exemplificam o assunto da mensagem ou reforçam sua importância. Como alguém já disse, as ilustrações são as "janelas" do sermão. Por elas entra a luz, que faz com que a mensagem se torne mais clara, mais compreensível. Muitas vezes, os argumentos que usamos podem ser difíceis, ou obscuros, mas, quando colocamos uma ilustração, tudo se torna mais fácil para o ouvinte. Existem muitas historinhas por aí que não aconteceram de fato e são usadas para ilustrar mensagens. Não há problema em usá-las. Podem ser comparadas às parábolas bíblicas. Entretanto, é importante que o pregador diga que aquilo é apenas uma ilustração.

Conclusão - A conclusão será o ápice da mensagem, o fechamento. Não basta fazer como aquele pregador que disse: "Pronto! Terminei." A conclusão é a ideia ou conjunto de ideias construídas a partir dos argumentos apresentados no decorrer da mensagem. Nesse momento pode-se fazer uma rápida citação dos tópicos, dando-lhes uma "amarração" final. Nessa parte, normalmente se convida para o posicionamento dos ouvintes em relação ao tema.
O esboço deve ser o menor possível. Pode-se, por exemplo, usar uma frase para cada parte. Pode haver determinado tópico representado por uma única palavra. O esboço é o "esqueleto" da mensagem. Coloca-se o que for suficiente para lembrar ao pregador o conteúdo de cada divisão.

Espero que ajude a enriquecer seu sermão!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

domingo, 19 de setembro de 2010

Talvez você seja um ou não batista, mais quer saber um pouco da historia batista?

 De um lida nesse texto.
Igreja Batista

Primeira Igreja Batista da América, fundada em 1638.

Orientação: Protestante
Fundada por: John Smyth
Origem: século XVII
Número de Membros: 37 milhões
Número de Igrejas: 170.000
A Igreja Batista é uma denominação cristã caracterizada pela rejeição ao batismo infantil, optando em seu lugar pelo batismo de fé, sempre através da imersão. O nome é derivado de uma comissão para que os seguidores de Jesus Cristo fossem batizados, os batistas interpretam o batismo — imergir em água — como uma exposição bíblica e pública de sua fé. Enquanto o termo "batista" tem suas origens com os anabatistas, e às vezes foi visto como pejorativo, a denominação historicamente é ligada aos dissidentes ingleses, ou movimentos  de ante conformismo do século XVI. O movimento batista surgiu na colônia inglesa na Holanda, num tempo de reforma religiosa intensa.

Os batistas tipicamente são considerados protestantes históricos. Alguns batistas rejeitam essa associação. A maioria das igrejas batistas escolhe associar-se com grupos que fornecem apoio sem controle. A maior associação batista é a Convenção Batista do Sul dos Estados Unidos, mas, há muitas outras associações de batistas no mundo. No Brasil, as maiores são a Convenção Batista Brasileiro e a Convenção Batista Nacional.

As Igrejas Batistas formam uma família denominacional protestante de origem inglesa. Estão presentes em quase todos os países do globo. No ano de 2007 existiam 37 milhões de membros e 170 mil igrejas espalhados pelo mundo, sendo que 21 milhões apenas nos Estados Unidos e Canadá, e cerca de 2 milhões no Brasil.[2]

O termo batista vem da palavra grega (baptistés, "batista," também descrevia João o batista), que é relacionado ao verbo (baptízo, "batizar, lavar, mergulho, imerge"), e o baptista latino, e está em conexão direta a "o batizado," João o batista. Como um prenome que foi usado na Europa também como Baptiste, Jan-Baptiste, Jean-Baptiste, John Baptist. E na Holanda, frequentemente em combinações como Jan Baptiste ou Johannes Baptiste. Foi usado como um sobrenome. Outras variações também comumente usadas são Baptiste, Baptista, Battiste, Battista. Anabaptistas na Inglaterra foram chamados batistas em 1569.

A primeira igreja batista nasceu quando um grupo de refugiados ingleses que foram para a Holanda em busca da liberdade religiosa em 1608, liderados por John Smyth, um clérigo e Thomas Helwys, um advogado, organizaram em Amsterdã, em 1609 uma igreja de doutrinas batistas. John Smyth discordava da política e de alguns pontos da doutrina da Igreja Anglicana da qual ele era pastor após uma aproximação com os menonitas e, examinando a Bíblia, creu na necessidade de batizar-se com consciência e em seguida batizou os demais fundadores da igreja, constituindo-se assim a primeira igreja batista organizada. Até então, o batismo não era por imersão, só os batistas particulares por volta de 1642 adotaram oficialmente essa prática tornando-se comum depois a todos os batistas. A primeira confissão dos particulares, a Confissão de Londres de 1644, também foi a primeira a defender o batismo por imersão.
Depois da morte de John Smyth e da decisão de Thomas Helwys e seus seguidores de regressarem para a Inglaterra, a igreja organizada na Holanda desfez-se e parte dos seus membros uniram-se aos menonitas. Thomas Helwys organizou a Igreja Batista em Spitalfields, nos arredores de Londres, em 1612. A perseguição aos batistas e a outros dissidentes ingleses, fez com que muitos emigrassem. O mais famoso foi John Bunyan, que escreveu sua obra-prima O Peregrino enquanto estava preso. Nos Estados Unidos, a primeira igreja batista nasceu através de Roger Williams, que organizou a Primeira Igreja Batista de Providence em 1639, na colônia que ele fundou com o nome de Rhode Island, e John Clark que organizou a Igreja Batista de Newport, também em Rhode Island em 1648. Em terras americanas os batistas cresceram principalmente no sul, onde hoje sua principal denominação, a Convenção Batista do Sul, conta com quase 15 milhões de membros, sendo a maior igreja evangélica dos Estados Unidos.
Igreja Batista no interior do Estado de Nova York.(Existem ainda outras teorias sobre a origem dos batistas, mas que são rejeitadas pela historiografia oficial). São elas a teoria de Sucessão Apostólica, ou JJJ (João - Jordão - Jerusalém) e a teoria anabaptista. Ambas são rejeitadas pelos historiadores batistas Henry C. Vedder e Robert G. Torbet. A teoria de sucessão apostólica postula que os batistas atuais descendem de João Batista e que a igreja continuou através de uma sucessão de igrejas (ou grupos) que batizavam apenas adultos, como os montanistas, novacianos, donatistas, paulícianos, bogomilos, albigenses e cátaros, valdenses e anabatistas. Os batistas landmarkistas utilizam este ponto de vista para se auto-proclamar única igreja verdadeira.

Essa teoria apresenta alguns problemas, como o fato que grupos como bogomilos e cátaros seguiam doutrinas gnósticas e o gnosticismo é contrário às doutrinas batistas de hoje. Também, alguns desses grupos que sobrevivem até o presente, igrejas como a dos valdenses (que desde a Reforma é uma denominação Calvinista) ou dos paulicianos, não se identificam com os batistas. A teoria anabatista é aquela que afirma que os batistas descendem dos anabatistas, que pregaram sua mensagem no período da Reforma Protestante.

  Batistas no Brasil

Os imigrantes dos Estados Unidos fundaram a primeira igreja batista do Brasil. Na foto a Capela do Campo, no Cemitério do Campo em Santa Bárbara d'Oeste.Por força da Guerra Civil Americana ocorrida nos Estados Unidos em 1865, os os cidadãos dos Estados Unidos começam a buscar outras terras onde pudessem tentar a vida. O Brasil é um dos países escolhidos, e, em 1867, grupos de americanos que somaram mais de 50.000 pessoas desembarcam nos portos brasileiros. Avançando para o continente escolhem a cidade de Santa Bárbara d'Oeste, para adquirirem terras e fixarem residências, atuando na formação de forte agricultura. Entre os emigrados a maioria era evangélica e entre esses, muitos eram Batistas. Já em 1870 os evangélicos fizeram publicar um "Manifesto para Evangelização do Brasil." Tal manifesta publicado na imprensa contou com assinaturas de Presbiterianos, Metodistas, Congregacionais e, por um Batista, o jovem Pastor Richard Raticliff, um dos emigrados, cuja família havia convertida por ação de Thomas Jefferson Bowne, então nos Estados Unidos. Em 1871, os Batistas emigrados dos Estados Unidos organizam a Primeira Igreja Batista do Brasil em Santa Bárbara d'Oeste. Anos mais tarde, em 1879, outro grupo de emigrados americanos faz surgir à segunda Igreja Batista em solo brasileiro em Santa Bárbara d'Oeste, no Bairro da Estação, onde atualmente se localiza a cidade de Americana.

Enquanto isto, no Recife o Missionário Batista William Buck Bagby converte um Sacerdote Romano, Antônio Teixeira de Albuquerque. Após a conversão, Teixeira de Albuquerque tentou refugiar-se em Maceió, sua terra natal, mas, diante da perseguição romana, acode-se em Capivari, no Estado de São Paulo. Vindo a conhecer os Batistas em Santa Bárbara d'Oeste, aceita o Batismo, é ordenado como Pastor Batista e ajuda a comandar a evangelização que se iniciava entre brasileiros, franceses, ingleses e americanos. Os Batistas de então, em Santa Bárbara d'Oeste, se unem para solicitar a Junta de Richmond, dos Estados Unidos, o envio de missionários ao Brasil. Em razão do trabalho de evangelização intenso que já realizavam entre os nativos, percebem a abertura dos brasileiros para receberem o evangelho. Logo em 1881 chegam William Buck Bagby e Ana Luther Bagby; Zacarias Taylor e Katarin Taylor. Os primeiros missionários são recebidos em Santa Bárbara d'Oeste e logo se filiam à Igreja Batista existente e começam a estudar a língua portuguesa, tendo Antônio Teixeira de Albuquerque como professor.

Pouco tardou para que os dois casais de missionários americanos, unindo-se a Antônio Teixeira de Albuquerque rumassem para o Estado da Bahia, onde em 1882, com cartas de transferência das igrejas em Santa Bárbara d'Oeste, organizaram a Primeira Igreja Batista em Salvador. Em um ano aquela igreja já contava 70 membros, vale lembrar que a cidade de Salvador também possuía uma comunidade de imigrantes americanos que fugiram da Guerra de Secessão. O Pastor Antônio Teixeira de Albuquerque, casado, rumou para Maceió, onde organiza a Primeira Igreja Batista e prega para seus pais. A vida de Teixeira de Albuquerque foi curta, vindo a falecer aos 46 anos de idade. O Brasil não resiste às pressões sociais e políticas, internas e externas, vendo capitular o Império, sendo proclamada a República, em 1889. Nela a liberdade religiosa estava consagrada na Constituição, ainda que, por enquanto, apenas no papel. A influência evangélica era forte em todas as grandes decisões da nação, incluindo a libertação dos escravos, em 1888.

De Salvador, os missionários seguiram para outras capitais, plantando igrejas. De volta a São Paulo, com outros missionários recém-chegados foram organizando outras novas igrejas a partir de 1899 em São Paulo, Jundiaí, Santos, Campinas, São José dos Campos. Já em 1904 eram sete Igrejas Batistas no Estado de São Paulo. Essas, reunindo-se em Jundiaí, organizaram em 1904 a Convenção Batista do Estado de São Paulo, então chamada de União Baptista Paulistana. Em 1914, eclode a Primeira Guerra Mundial, que faria ferver até 1918 toda a Europa. A Europa, destruída, vê muitos de seus habitantes saírem em busca de novas terras. O Brasil, e, principalmente o Estado de São Paulo, com um grande avanço na agricultura, (café, cana de açúcar e cereais) torna-se alvo de muitos desses europeus. Fugindo da guerra, aportam por aqui muitos protestantes, somaram-se a eles as dezenas de casais de missionários americanos que continuavam chegando.

 Associações Batistas no Brasil
Convenção Batista, Brasileira em 2006 possuía 6.000 igrejas organizadas, 1.200 congregações ou missões espalhadas em todo o território nacional e mais de 1.100.000 membros, a mesma também possui vários colégios, seminários, orfanatos, faculdades, hospitais, centros de recuperação para usuários de drogas, todos mantidos em convênios com as convenções estaduais e/ou igrejas locais. Na área da Educação Teológico-ministerial, atualmente são seminários oficiais batistas: o Seminário Teológico Batista do Norte do Brasil (Recife, PE), o primeiro a ser organizado (é o mais antigo seminário teológico batista da América Latina); o Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil, (Rio de Janeiro, RJ), o Seminário Teológico Batista Equatorial (Belém, PA), Seminário Teológico Batista do Nordeste (Feira de Santana e Salvador, BA) e a Faculdade Teológica Batista do Estado de São Paulo (São Paulo, SP), Faculdade Teológica Batista Ana Wollermam localizado em Dourados, Mato Grosso do Sul, Faculdade Teológica Batista do Paraná (FTBP), em Curitiba. Todos oferecem cursos de graduação (Bacharelado) e pós-graduação. Os dois primeiros e a Teológica oferecem Doutorado em Teologia, alguns como a FTBP são autorizados e reconhecidos pelo MEC, além de também terem cursos especiais para ministros evangélicos e ensino à distância EAD.

A Convenção Batista Nacional nasceu em 1958, quando foi aceito o batismo pentecostal por alguns batistas em Belo Horizonte. Em 1967, o Pr. Enéas Tognini organizou a CBN (Convenção Batista Nacional), reunindo 60 igrejas. Grande parte destas igrejas denomina-se "Batistas Renovados". Hoje, a CBN, segundo o IBGE, conta com 1.500 igrejas organizadas, 1208 congregações ou missões, e 390.000 membros espalhados pelo Brasil (dados de 2006). As maiores Convenções do país, a CBB e a CBN são filiadas à Aliança Batista Mundial.

As Igrejas Batistas Independentes no Brasil têm a sua origem no trabalho da Missão de Örebro, um movimento Pentecostal-Batista na Suécia. O missionário Erik Jansson veio em 1912 para atender colonos suecos residentes no município de Guarani, Rio Grande do Sul, mais tarde espalhou-se por outros estados. Conta com pelo menos 70 mil membros filiados à CIBI (Convenção das Igrejas Batistas Independentes), com grande presença nos Estados do Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo.

A partir da década de 1930 surgiram grupos de cunho mais conservador e [[Batistas Fundamentalistas |fundamentalista]], como a Igreja Batista Conservadora fundada em Bagé - RS, a Igreja Batista Bíblica Nacional que organizou a Comunhão Batista Bíblica Nacional (CBBN) desde 1973, com cerca de uma centena de igrejas e congregações, a Igreja Batista Fundamentalista e a Igreja Batista Regular que são pouco numerosos, correspondendo-se aos de sua denominação norte-americana e canadense. Há igrejas batistas que se proclamam também calvinistas, e são filiadas às diversas convenções ou simplesmente, independentes. No Brasil, há uma comunhão cujo objetivo é estreitar laços de comunhão entre os seus membros, em geral filiados às igrejas batistas reformadas: trata-se da Comunhão Reformada Batista no Brasil. Ainda há a Igreja Batista do Sétimo Dia, cuja diferença em relação aos outros batistas está na guarda do sábado.

Existem também dezenas de Igrejas Batistas sem filiação, tais como a Igreja Batista da Floresta (MG), Filadélfia (RJ), Calvário em Niterói (RJ), todas de orientação pentecostal.

João o Batista. Doutrinariamente, os batistas possuem algumas particularidades:

Crença no Batismo Adulto por imersão - assim como os anabaptistas eles creem que o batismo seja uma ordenança para as pessoas adultas (ordenança, para os batistas, é diferente de sacramento: deve ser obedecida, mas é apenas ato simbólico e não obrigatório para salvação), que deve ser respeitada a menos que o individuo não tenha oportunidade de ser batizado. A diferença em relação aos anabaptistas, é que os batistas praticam o batismo por imersão.
Celebração das ordenanças do batismo e também da ceia memorial (não sacramental), repetindo o gesto de Cristo e os apóstolos ("fazei isso em memória de mim") partilhando-se o pão e o vinho entre todos os membros da Congregação.
Separação entre Igreja e Estado - antes mesmo do Iluminismo, já havia a consciência da separação entre Igreja e Estado entre os batistas.
Liberdade de Consciência do Indivíduo - o crente deve escolher por sua própria consciência a servir a Deus, e não por pressão estatal ou de Igreja Estabelecida.
Autonomia das Igrejas locais - como os batistas originaram do Congregacionalismo, enfatizam a autonomia total das comunidades locais, que podem agrupar-se em convenções. A exceção são os Batistas Reformados, que se originaram do calvinismo Presbiterianismo e dos Batistas Episcopais, que surgiram de missões anglicanas no Zaire.

A aparência de Jesus Cristo diante das pessoas. Em termos de organização, a maior parte das igrejas batistas opera no sistema de governo congregacional, isto é, cada igreja batista local possui autonomia administrativa, regida sob o regime de assembleias de caráter democrático. Entretanto, a grande maioria das igrejas batistas são associadas a "convenções", que são, na verdade, associações de igrejas batistas que procuram auxiliar umas às outras em diversos aspectos, como jurídico, financeiro e formacional (criação de novas igrejas). Essas associações não possuem qualquer poder interventor nas igrejas, pois uma das características da maioria dos batistas é a autonomia de cada igreja local.
Os batistas tradicionalmente evitaram o sistema hierárquico episcopal.

Talvez você não concorde com esta escrita, eu só estou trazendo a tona um pouco da historia pesquisada. Deixe a sua critica ou a sua opinião.