sábado, 4 de junho de 2011

Os dois potes

Certo carregador de água, tinha dois potes, cada um pendurado numa ponta de um cabo, o qual carregava sobre seus ombros. Um dos potes tinha uma rachadura, enquanto o outro pote era perfeito e sempre levava a porção completa de água até o final da longa caminhada. O pote rachado chegava só com a metade.
Por 2 anos isso se repetiu diariamente, com o carregador trazendo apenas um pote meio de água. Naturalmente, o pote perfeito estava orgulhoso de seu desempenho, perfeito até o final para o propósito a que tinha sido feito.
Mas o pobre pote rachado estava envergonhado de sua própria imperfeição, e miserável por ser capaz de alcançar apenas metade daquilo a que tinha sido feito para fazer.
Depois de 2 anos do que sentia ser uma falha insuportável, ele um dia falou ao carregador perto do riacho:
- Estou envergonhado de mim mesmo, e eu quero me desculpar com você.
- Por quê? – perguntou o carregador.
- Do que você está envergonhado?
- Tenho conseguido nesses últimos 2 anos, entregar apenas a metade de meu carregamento porque esta rachadura faz com que a água vaze por todo o caminho. Por minha causa, você tem que realizar todo esse trabalho, e, você não recebe o valor todo de seus esforços, disse o pote.
O carregador sentiu pena do velho pote rachado, e, em sua compaixão ele disse:
- Enquanto nós voltarmos a casa , eu quero que você note as flores lindas que há ao longo da trilha.
De fato, à medida que eles subiram a colina, o velho pote rachado notou o sol que aquecia as lindas flores silvestres ao lado da trilha, e isto o animou um pouco. Mas ao final da trilha, ele ainda se sentia mal porque tinha vazado metade de seu carregamento, e, de novo se desculpou com o carregador por sua falha.
O carregador disse ao pote:
- Você notou que havia flores apenas em seu lado da trilha, mas nenhuma do lado do outro pote? É porque eu sempre soube do seu defeito, e eu aproveitei o mesmo.
- Eu plantei sementes de flores do seu lado da trilha, e, cada dia, enquanto eu voltava do riacho, você as regou. Por 2 anos eu tenho sido capaz de colher estas lindas flores para decorar a mesa. Sem
 você ser do jeito que é, nunca iria ter esta beleza para agraciar a casa.
 Querido(a) nunca esqueça que você é um vaso muito especial para Deus, mesmo que às vezes esteja derramando um pouco de água, saiba que Deus te chamou e enviou para que você dê muitos frutos, e frutos que permaneçam para a vida eterna.
 Deus sabe das nossas imperfeições, mas nos considera importante assim mesmo.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Comentário Bíblico

TEMA:  A BONDADE ESTÁ  PARA ALÉM DA JUSTIÇA.
Mateus 20. 1-16

Jesus começa com a palavra "porque", mostrando uma ligação entre, está parábola e o trecho anterior. O jovem rico tinha observado os mandamentos, mas ainda não estava preparado para entrar no reino. Os comentários de Jesus depois do encontro com o rico mostram que o reino dele não segue os padrões do mundo, que é de méritos. (Ele opera na base de graça).

Os grandes proprietários, como este “senhor da vinha”, pertenciam à classe poderosa e dominante. Em geral, não viviam em aldeias, mas em alguma cidade e quem gerenciavam suas terras era um administrador.
Só durante a vindima ou no recolhimento da colheita que os proprietários seguiam de perto os trabalhadores.
Os diaristas, por sua vez, pertenciam às camadas mais baixa da sociedade. EX: Agricultores despojados de suas terras levavam uma vida apertada e sem segurança alguma: às vezes mendigando, outras roubando e sempre procurando algum patrão que os contratasse, nem que fosse por um dia.
A jornada de trabalho começa ao amanhecer e termina ao pôr- do- sol.

O proprietário vai pessoalmente até a praça, aproxima-se de um grupo de diarista e combina com ele um denário de salário para trabalharem em sua vinha. Não é grande coisa, mas é suficiente para atender, ao menos durante um dia, as necessidades de uma família camponesa. O proprietário volta á praça pelas 9, ás 12 e ás 3 da tarde a esse “promete-lhe o que for justo”.
Como irão exigir alguma coisa? Vão trabalhar sem segurança alguma, dependendo daquilo que o senhor lhe quiser pagar: uma fração talvez. Ele ainda volta às 5 faltando apenas uma hora para terminar a jornada de trabalho, contrata um grupo que ninguém contratou e envia para dar uma mãozinha. A estes nem fala de salário.

Os ouvintes não podem entender este ir e vir do senhor para contratar operário.
1º- O senhor não tratava diretamente com os diaristas.
2º- Não era normal ir tantas vezes à praça.
A contratação era feita única fez pela primeira hora da manhã, depois de ser bem calculado o número de operários necessários.

Ninguém sai a contratar operários na ultima hora.

Que tipo de patrão é esse?   Por que age assim?  Estará ele tão impressionado pela vindima? O relato nada diz acerca da colheita.
Olha o diz:
Diz assim aos do ultimo grupo: “Por que estais aqui, parados o dia inteiro?”
Então percebo, que se sugere antes, que ele não quer ver ninguém sem trabalho.
Chega à hora de retribuir aos operários. Era preciso fazê-lo no mesmo dia, antes de o sol se pôr, porque do contrário não teriam nada para pôr na mesa. E assim mandava a lei de Deus: “Não explorarás o diarista pobre e necessitado........ Dar-lhe-ás cada dia sua diária, antes de o sol se pôr, porque é desse salário que depende a sua vida”. (Deuteronômio 24.14-15). O dono ordena que o pagamento se faça a começar pelos os últimos.
Entre os diaristas se desperta uma grande expectativa, porque, embora estes últimos tenham trabalhado apenas uma hora, receberam um denário cada. Quanto será dado aos outros? Decepções todos recebem a mesma quantia. Não é injusto? Por que um denário a todos, se o trabalho foi tão desigual? Sem dúvida, os ouvintes de Jesus simpatizam secretamente com os protestos dos diaristas que mais trabalharam.
Eles não estão se opondo que os últimos recebam um denário; mas não está desvalorizando o trabalho deles?
 Não pedem para que se dê uma fração de um denário, mais que seja generoso com eles também. A justiça nesta generosidade, para com os que trabalharam o dia inteiro?


A resposta do senhor àquele que se faz de porta-voz é firme: “Amigo, não te faço injustiça alguma”. E faz duas perguntas, será que não tenho liberdade para fazer o que quero com que é meu? Ou precisas ver com maus olhos que eu seja bom?
Mas os que se queixam continuam pensando num sistema de estrita justiça, mas o senhor da vinha move-se em outra esfera.
É a sua bondade que rompe essa justiça, e a bondade não prejudica ninguém. Seu gesto não é arbitrário. É somente bondade e amor generoso para com todos.
Filme:::::::::::::::::::::: Chicken a la carte. Link
http://www.youtube.com/watch?v=o1bOteXhwrw

A todos dá o que necessitam para viver: trabalho e pão.
Não se preocupa em medir os méritos de uns e outros, mas em que todos possam jantar essa noite com suas famílias. Em seu comportamento, a justiça e a misericórdia se entrelaçam.

A surpresa dos ouvintes é grande e geral.
O que Jesus está sugerindo?


A verdade é que Deus não está tão dependente do mérito das pessoas, mais sim está olhando antes como satisfazer às suas necessidades.


O reino dos céus é assim, você  faz parte desse reino? Então se você não olha assim, comece a olhar como Jesus olha. (Com misericórdia e amor).


sexta-feira, 22 de abril de 2011

As origens do termo páscoa.

Nas culturas pagãs, o ovo trazia a idéia de começo de vida. Os povos costumavam presentear os amigos com ovos, desejando-lhes boa sorte. Os chineses já costumavam distribuir ovos coloridos entre amigos, na primavera, como referência à renovação da vida.
Existem muitas lendas sobre os ovos. A mais conhecida é a dos persas: eles acreditavam que a terra havia caído de um ovo gigante e, por este motivo, os ovos tornaram-se sagrados.

Os cristãos primitivos do oriente foram os primeiros a dar ovos coloridos na Páscoa simbolizando a ressurreição, o nascimento para uma nova vida. Nos países da Europa costumava-se escrever mensagens e datas nos ovos e doá-los aos amigos. Em outros, como na Alemanha, o costume era presentear as crianças. Na Armênia decoravam ovos ocos com figuras de Jesus, Nossa Senhora e outras figuras religiosas.
Pintar ovos com cores da primavera, para celebrar a páscoa, foi adotado pelos cristãos, nos século XVIII. A igreja doava aos fiéis os ovos bentos.

A substituição dos ovos cozidos e pintados por ovos de chocolate, pode ser justificada pela proibição do consumo de carne animal, por alguns cristãos, no período da quaresma.
A versão mais aceita é a de que o surgimento da indústria do chocolate, em 1830, na Inglaterra, fez o consumo de ovos de chocolate aumentar.

A páscoa para os cristãos atuais.

A Páscoa é uma das datas comemorativas mais importantes entre as culturas ocidentais. A origem desta comemoração remonta muitos séculos atrás. O termo “Páscoa” tem uma origem religiosa que vem do latim Pascae. Na Grécia Antiga, este termo também é encontrado como Paska. Porém sua origem mais remota é entre os hebreus, onde aparece o termo Pesach, cujo significado é passagem.

Páscoa significa a passagem da escravidão para a liberdade.  Passagem de Cristo – “deste mundo para o Pai”, da “morte para a vida”, das “trevas para a luz”. Sua mais conhecida conotação religiosa se vincula aos três dias que marcam a morte e a ressurreição de Jesus Cristo.

Você é um cristão primitivo ou atual?

sábado, 9 de abril de 2011

Quem foi o homem que mais defendeu as mulheres?

As mulheres freqüentemente foram silenciadas, controladas, diminuídas e tratadas como sub humanas nas mais diversas sociedades. Todavia, houve um homem que lutou sozinho contra o império do preconceito. Ele foi incompreendido, rejeitado, excluído, mas não desistiu das suas idéias. Ninguém apostou tanto nas mulheres como ele. Fez das prostitutas rainhas.  
Muitos dizem que ele é o homem mais famoso da história, mas poucos sabem que foi ele quem mais defendeu as mulheres. Certa vez, uma mulher foi pega em adultério. Arrancaram-na da cama e a arrastaram centenas de metros até o lugar em que Jesus se encontrava. A mulher gritava “Compaixão!”. Enquanto era arrastada.  
Jesus estava tranqüilo na frente do templo. Havia uma multidão ouvindo-o atentamente. Ele lhes ensinava que cada ser humano tem um inestimável valor, que a arte da tolerância é à força dos fortes, que a capacidade de perdoar está diretamente relacionada à maturidade das pessoas. Suas idéias revolucionavam o pensamento humano, por isso começou a ter muitos inimigos.
Na época, os judeus constituíam um povo fascinante, mas havia um pequeno grupo de radicais que passou a odiar as idéias do Mestre. Quando trouxeram a mulher adúltera até ele, a intenção era apedrejá-lo juntamente com ela, usá-la como isca para destruí-lo.
Ao chegarem com a mulher diante dele, a multidão ficou perplexa. Destilando ódio, comentaram que ela fora pega em flagrante adultério. E perguntaram quais era a sentença dele. Se dissesse “Que seja apedrejada!”, ele livraria a sua pele, mas destruiria seu projeto transcendental, seu discurso e principalmente seu amor pelo ser humano.
Se dissesse “Não a matem!”, ele e a mulher seriam imediatamente apedrejados, pois estariam indo contra a tradição. Se os fariseus tivessem feito a mesma pergunta aos discípulos de Jesus. Qual seria a resposta?  Provavelmente teriam dito para matá-la. Assim se livrariam do risco de morrer.
Qual foi a primeira resposta do Mestre diante desse grave incidente? Se você pensou: “Quem não tem pecado atire a primeira pedra!”, errou, essa foi à segunda resposta. A primeira foi não da resposta, foi o silêncio . Só o silêncio pode conter a sabedoria quando a vida está em risco. Nos primeiros 30 segundos de tensão cometemos os maiores erros de nossas vidas, ferimos quem mais amamos. Por isso, o silêncio é a oração dos sábios.
Para o mestre , aquela mulher, ainda que desconhecida, pobre, esfolada, rejeitada publicamente e adúltera, era mais importante do que todo o ouro do mundo, tão valiosa como a mais pura das mulheres. Era uma jóia rara que tinha sonho, expectativa. Valia a pena correr riscos para resgatá-la.
Para Ele, não havia um padrão para classificar as mulheres. Todas eram igualmente belas, não importando a anatomia do seu corpo, não importando nem mesmo se erraram muito ou pouco. Jesus precisava mudar a mente dos acusadores, mas nunca ninguém conseguiu mudar a mente de linchadores. O “eu” deles era vítima das janelas dos ódios, não eram autores da sua história, queriam ver sangue. O que fazer, então?
Ao optar pelo silêncio, Jesus optou por pensar antes de reagir. Ele escrevia na areia, porque escrevia no teatro da sua mente. Talvez dissesse para si mesmo: “Que homens são esses que não enxergam a riqueza dessa mulher? Por que querem que eu a julgue, se eu quero amá-la? Por que, em vez de olhar para os erros dela, não olham para seus próprios erros?”
O silêncio inquietante de Jesus deixou os acusadores perplexos, levando-os a diminuir a temperatura da raiva, da tensão, oxigenando a racionalidade deles. Num segundo momento, eles voltaram a perguntar o veredicto do Mestre. Então, finalmente, ele se levantou.
Fitou os fariseus nos olhos, como se dissesse: “Matem a mulher! Todavia, antes de apedrejá-la, mudem a base do julgamento, tenham a coragem de ser transparente em enxergar as suas falhas, erros e desejos”. Esse era o sentido de suas palavras. “Quem não tem pecado atire a primeira pedra!”
Os fariseus receberam um choque de lucidez com as palavras de Jesus. Saíram do cárcere. Deixaram de ser vítimas do instinto de agressividade e passaram a gerenciar suas reações. Racionalidade voltou. O resultado é que eles saíram de cena. Os mais velhos saíram primeiro porque tinham acumulado mais falhas ao longo da vida ou porque eram mais conscientes delas.
Jesus olhou para a mulher e fez uma delicada pergunta: “Mulher, onde estão seus acusadores?” O que ele quis dizer com essa pergunta e por que a fez? Em primeiro lugar, ele chamou a adúltera de “mulher”, deu-lhe o status mais nobre, o de um ser humano. Ele não a interrogou.
Para o Mestre dos Mestres , a pessoa que erra é mais importante do que seus próprios erros. Aquela mulher não era uma pecadora, mas um ser humano maravilhoso. Em segundo lugar, perguntou? “Onde estão os seus acusadores? Ninguém a acusou?” Ela respondeu: “Ninguém”. Ele reagiu: “Nem eu”.
E você ?
Talvez ele fosse a única pessoa que tivesse condições de julgá-la, mas não o fez. O homem que mais defendeu as mulheres não a julgou, mas compreendeu, não a excluiu, mas a abraçou. As sociedades ocidentais são cristãs apenas no nome, pois desrespeitam os princípios fundamentais vividos por Jesus. Um deles é o respeito incondicional pelas mulheres!
O homem que mais defendeu as mulheres não parou por aí. Sua última frase indica o apogeu da sua humanidade, o patamar mais sublime da solidariedade. Ele disse para a mulher: “Vá e refaça seus caminhos”. (Vá e não peques mais).
Jesus tinha todos os motivos para dizer: “De hoje em diante, sua vida me pertence, você deve ser minha discípula”. As autoridades usam seu poder para que as pessoas os aplaudam e gravitem em sua órbita. Mas Jesus , apesar do seu  poder sobre a mulher, foi desprendido de qualquer interesse. “Vá e revise a sua história, cuide-se. Mulher, você não me deve nada. Você é livre!”
Jesus a despediu, mas ela não foi embora. E por quê? Porque o amou. E, por amá-lo, o seguiu para sempre, inclusive até os pés da cruz, quando ele agonizava.  A base fundamental do amor é a liberdade à capacidade de escolha, e a capacidade de escolha só é plena quando temos liberdade de escolher o que amamos.

sábado, 2 de abril de 2011

ONDE ESTÁ TEU TESOURO?

Porque onde está vosso tesouro aí também estará vosso coração (Lucas 12.34). Entendemos por tesouro um amontoado tanto de metais (ouro) ou coisas preciosas como de mercancias, como trigo, frutos, salgados etc. Parece que Jesus cita um provérbio que não é precisamente religioso, nem muito menos evangélico, e que seria patrimônio de todas as culturas. Um único comentário: podemos substituir o coração por mente ou desejo. O coração do homem, ou seja, a imagem que representa a soma de suas energias e desejos, esta sempre concentrado nas coisas em que você pensa, serem  primárias em sua vida.